quinta-feira, 3 de maio de 2012

Algumas coisas incomodam.
E pessoas mais ainda!

E aí a gente para pra pensar e vê que se mudasse tudo mudaria.

Mas será que a mudança não incomoda?

A questão é: ou fazemos o que convém a nós,
Ou de nós só sobrará o que convém aos outros: nada.

Precipitação


Chuva
Adiantamento
Desilusão
Alagamento
Queda
Lágrimas?

...
Uma só palavra, mil significados.

E quando há seca?

Sol
Sóbria
Sobra

...

Sigilo.
É o melhor que se pensa e faz.



Again, again and again...

Até o português se cansou da repetição sem fim.
Por que considerar tudo brincadeira,
se é sempre sério?

Terapia de grupo ajudaria.
Grupo.
Ia.

De novo...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mudança

A vida muda sem que a gente peça...

Minha maneira de escrever mudou
E agora sinto saudade

De mim ou de quem, é arriscado dizer

Mas precisava escrever:
Esta mania de "entrenhalinhar" tudo o que vem à mente
Que só muda mesmo é de tempo

E meu tempo agora custa a passar


Ou já passou

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Rapidinha

É cada coisa que sinto
E penso...
Penso demais
E não escrevo!

Sempre foi assim
E nada mais é:

Sempre tive medo de ser pra sempre eu...
Hoje sou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Aprendizado

Deveríamos conversar mais com as pessoas mais velhas.
O mundo é cheio de padrões e as coisas sempre se repetem.
E sangue é uma coisa engraçada - tem família que atrai certos tipos de acontecimentos
Talvez por genética, coincidência ou maneira de ver a vida - criação

Então deveríamos conversar mais com nossos familiares.
Ia nos poupar muita dor de cabeça,
Talvez alguns enjôos.

Se bem que cabeça é mais engraçado que sangue...
E às vezes só o tempo "amolece".
Mesmo assim, nada melhor que férias, café novo e um papo de fim de tarde...
Ou começo de manhã.

Por isso, conversem com os mais velhos.
Mas não se esqueçam de que pra nós, ainda jovens, quase tudo é novo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Deixando 2011 para trás

Este ano é o primeiro e talvez o último, porque é promessa de Ano Novo não contar mais.
Mas, como escrever é tudo o que posso fazer, vamos às palavras.

Não é uma questão de PERSPECTIVA.
E até agora só tenho EXPECTATIVA de que alguém leia.


É questão de burrice mesmo. Jamais entenderei o que aconteceu.

Antigamente eu soube exatamente explicar o que foi.
E hoje entendo o lado de lá.
E perdoei! E pedi perdão! E gosto!
Não tem nada melhor que recuperar amizades perdidas.

Mas parece que o trade-off exige que assim seja.

E agora eu jamais saberei a história inteira.
Ou fui inocente demais pra achar que o todo era maior que a parte, que o fato, que o momento.
Let It Be, eu disse.
Até por que, "in the end, the love you take is equal to the love you make".
Mas aprendi que não.

Ou aprendi que não fiz nada do que achei que fazia.

Mas aprendi as duas coisas:
Nunca captam tudo do que fazemos,
E nunca sabemos exatamente o quanto e quanto estamos afetando os outros.

Foi uma surpresa, um baque, uma tristeza que achei que ser iria com o tempo, mas não se foi.
Sabe quando você briga com alguém e logo depois a pessoa morre,
Sem você ter nunca tido a oportunidade de se reconciliar?
Foi isso que aconteceu.
A verdade dos fatos se perdeu no além.

Eu não esperava a morte.
Ficou o rancor e a espera.
A união versus a solidão.
As palavras más que aumentam e o rancor que amplifica - estes dos dois lados.

Mas a morte veio, estampada e orgulhada pelo outro lado.
Ficou, arranhou e esperei.

Tentei do meu jeito entender as coisas.
Mas não é da minha alçada esse mérito.
A espera foi considerada fraqueza minha, tolice.
Me tornei errada por reclamar.
E não mereci julgamento ou perdão, só esquecimento.

As desculpas que eu esperava dar? ILUSÃO.
Não foram pedidas, nem dadas: EXCLUSÃO.


E assim que deixamos de ser lados.
Moedas têm lados, e elas são uma coisa só.
Eu estou comigo e com outros.
Não tenho mais parte com eles.
Contra a minha tola vontade, eu sei.
Mas não tive armas para fazê-lo.

Era esse o desejo: que assim seja.

A sabe-tudo aqui adoraria saber porquê.
É chato deixar de ser Hermione justamente pelo não-saber.

Mas agora, economista, economizarei esperanças para um ano melhor.
Sem tolices.

domingo, 6 de novembro de 2011

PRA NÃO DIZER QUE TE AMO

Para não dizer que te amo eu vejo meu horóscopo
Lá, o traçado abstrato que se diz ser eu
Explica que eu jamais entenderei o amor.
E concordo quando olho meu passado:
Se o amor é mais que paixão
Lembro de todas as decepções da minha vida
E, nas amizades perdidas,
Deixo o que ainda havia de entrega no meu coração.

É, eu não posso dizer que amo,
Pois amor é coisa séria.
Então eu digo que não podemos banalizar compromissos
E não me comprometo com o incerto.
Mas, pra não dizer que te amo, eu vou além:
Afinal, não digo que amo ninguém.
Só amo aquilo que não tem poder sobre mim
Ou sem o qual ninguém é ninguém,
Assim eu amo o sol, a água, a lua e os animais,
Mas não entrego meu coração a quem poderia dizer não me amar mais.

Mas, quando percebo que não sei entender nem o amor de Deus,
O amor de mãe e o amor de tia,
Eu volto pro signo e vejo
Eu não sei mesmo é dizer que amo!
Porque não sei entender que só vou mais além
Quando consigo, mesmo sem dizer,
Sentir que posso até mesmo morrer pra não viver sem.

E toda essa teoria toma um tempo danado
Que gasto pra não ter tempo,
Pra não dizer que te amo,
Pois a simplicidade e a beleza de se sentir assim
São complexas demais para a simplicidade de não amar ninguém.
É melhor teorizar sobre o que não se tem
A cultivar o que muda e não pode ser controlado por mim.

Então pra não dizer que te amo eu cometo os piores pecados
Até mesmo escrever pra não dizer que

EU AMO VOCÊ.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

Atualidades

Eu queria simplesmente não me importar...
Não me importar comigo: apenas ir, e viver...e viver de tudo!
Não me importar com os outros: apenas esquecer.

Mas eu não esqueço!
Eu lembro, eu anseio, eu digo,eu sinto.
Mas eu não choro.

E assim meu peito amargo se afoga.

Enquanto isso eu apenas admiro de longe: sem coragem de ir. Sem cumplicidade no viver.

Um dia talvez eu aprenda a me enganar.


Pelo menos o ódio não me corrói mais.